Pelas esquinas de Copacabana

Tinha nutricionista agora cedo, cheguei uns minutos antes e como não tinha tomado meu santo café pela manhã, resolvi tomar antes de subir, na padaria da Nossa Senhora de Copacabana com a Siqueira Campos.
Enquanto bebia meu cafezinho, pensando no que vem pela frente, um menino veio me pedir um trocado. Cena comum nas esquinas de Copacabana. Mas ele estava querendo na verdade, dinheiro pra comprar um potão de balas pra poder vender.
Catei as moedas no fundo da bolsa, e quem conhece a minha bolsa sabe que foi com alguma dificuldade, e depois que ele recebeu o moedão bicolor, veio me perguntar, juntando todas as moedinhas que tinham, quanto faltava pra ele completar R$ 6,50.
Era um garoto grande, achei suspeito e comecei a conversar com ele.
Chama Carlos, tem quase 11 anos e o pai não deixa ele ir pra escola, porque ele tem que trabalhar pra ajudar a pagar as contas, já que viver no Tabajara é muito caro.
Fiz as contas, completei mais R$ 1,00 pra ele, que achei na minha bolsa e voltei pra casa sem fé de que um dia esse país vá melhorar.

O que esse menino, sem nenhuma educação formal vai fazer da vida quando o seu apelo infantil passar?
Como é que ele vai contribuir para a renda da casa?

Que vida … ninguém merece =(