Parecia que ia melhorar …

mas não melhorou…

Hoje, antes do almoço ligou o irmão do João. O pai da esposa de um grande amigo deles havia falecido essa noite.
Ela perdeu a mãe não tem nem dois anos.
Agora, perdeu o pai.
Fomos pro Cajú, novamente, dar um abraço, porque nessas horas é a única coisa que vale é saber que você não está sozinho no mundo. Na hora que eu cheguei ela falou pra mim, enquanto me abraçava: “Eu agora sou órfã” e chorava.

E o dia chuvoso nem ajuda …
Na capela do lado, uma das meninas que morreu na madrugada de ontem no acidente de Lagoa. Tinha 17 anos. Ninguém espera morrer com 17 anos. Ninguém esperar perder um filho que tenha 17 anos. Ninguém deseja perder um pai, uma avó ou quem quer que seja.

Coisa injusta esta. A gente sabe que é assim. Não tem jeito, dessa você não vai ter como escapar e nem ninguém que você conheça.
Mas abre um buraco na alma de quem fica. Ontem chorei pela D. Irene, uma velhinha doce, que deixou um buraquinho na minha alma. Hoje eu choro pela Ana, esposa do amigo do Joao, que mora há umas 3 quadras daqui de casa e que agora tem um rombo no coração que ninguém vai tapar. Perder o pai e a mãe. Mais nova do que eu. Simplesmente não me parece justo.

E amanhã eu melhoro.